Publicado em: 12/01/2017 - Última modificação: 23/01/2017 - 19:24
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Feira do livro: uma imersão ao mundo das letras

LER - Cerca de 5 mil volumes estão em Itanhaém até quinta-feira (26), das 10 às 21 horas, no auditório da Unidez (Faita), localizado na Avenida Pedro de Toledo, 196, Centro



Feira do livro: uma imersão ao mundo das letras

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Um bom livro pode ser alimento ideal para a mente. Às vezes nos nutri com conhecimento, às vezes nos proporciona imagens belíssimas e viagens incríveis a paraísos pouco visitados. Uma boa pedida para quem prefere trocar, neste verão, a praia pela leitura de uma obra literária é a 17º edição da Feira do Livro que exibe mais de 5 mil volumes até quinta-feira (26), todos os dias, das 10 às 21 horas, no auditório da Unidez (Faita), localizado na Avenida Pedro de Toledo, 196, Centro.

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Em Itanhaém, a feira, que é itinerante, acontece há 17 anos no mesmo local. Entre os principais gêneros que motivam a leitura e que permanecem em exibição estão: ficção, romance, espírita, biografia, autoajuda, infantil, juvenil e clássicos de bolso. Eles podem ser adquiridos a partir de R$ 2,00 e, alguns, chegam a ter 50% de desconto, quando comparado a uma loja física.

Muitos passam para espiar e acabam ficando boa parte da manhã ou da tarde, outros, mesmo com pouco tempo na agenda, arrumam um “jeitinho” para passar pelo local. Há também aqueles que acompanham o cronograma da feira e aguardam ansiosamente a chegada em Itanhaém. É o caso do professor de Língua Portuguesa, Júlio Watanabe, que há anos tem prestigiado o evento. “Às vezes temos que nos deslocar para Santos para comprar livros. Ter um espaço como esse é fundamental para o desenvolvimento e o crescimento intelectual das pessoas. Sempre venho”.

INÍCIO – As obras são vendidas pelo casal Alfredo Jesus Rombe, de 64 anos e Dulcinea Acuna, de 63 anos. Na infância, aos 9 anos de idade, Alfredo ganhou do pai sua primeira coleção de livros do aclamado escritor brasileiro Monteiro Lobato. Já Dulcinea descobriu o gosto pela leitura ainda jovem, porém o trabalho numa editora foi crucial para impulsioná-la nesta empreitada como vendedora de livros. Os dois estão juntos há 30 anos e moram em São Paulo. O amor pelo livro transformou-os em profissionais cheios de bônus. Isso porque já tiveram a oportunidade de viajar por diversas cidades do Estado de São Paulo, com a proposta de levar obras literárias a todos os públicos. “Para a leitura não há idade certa, pelo contrário, quanto antes melhor”, endossa Dulcinea.

“Contar histórias é o que move. Pode parecer piegas, mas o livro é capaz de mudar uma pessoa. A leitura precisa estar presente na vida de qualquer indivíduo porque ela traz conhecimento e enriquece o vocabulário”. A frase é de Alfredo. Ele conta que autoajuda está entre os mais vendidos. “Em alguns casos, até indicamos os livros. Fizemos amizade com muitos que vêm nos prestigiar todos os anos”.

DADOS – Pesquisa divulgada por Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro (IPL), mostrou que a leitura é hábito para 56% da população brasileira. A organização considerou leitor o indivíduo que tenha lido ao menos um livro nos últimos três meses. O levantamento ouviu 5 mil pessoas em todas as regiões do Brasil e constatou que, em média, 2,54 livros foram lidos nos último meses.

 


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