Publicado em: 16/02/2017 - Última modificação: 17/02/2017 - 19:29
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Organização Mundial de Saúde realiza estudo sobre novo inseticida contra o Aedes

ITANHAÉM - Cidade foi a única da Baixada Santista a receber a pesquisa, que já está em sua fase final



Inseticida contra o Aedes
Além de Itanhaém, o estudo também foi realizado em Marília, interior de São Paulo

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Itanhaém recebeu nos últimos três dias pesquisadores da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Departamentos Regionais de Saúde (DRS-IV-Baixada Santista e DRS-IX-Marília) e um pesquisador dos Estados Unidos que estão testando um novo inseticida para ser usado contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Cidade foi a única da Baixada Santista a receber a pesquisa, que já está em sua fase final.

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A pesquisa é uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde. O local escolhido foi o Guapurá e o Município foi selecionado pelo fato de que este bairro tem uma área grande e de fácil acesso para os pesquisadores. Além de Itanhaém, o estudo também foi realizado em Marília, interior de São Paulo.

As fêmeas dos mosquitos, criadas em laboratório, são trazidas daquela cidade e têm de dois a cinco dias de vida. É uma pesquisa colaborativa que está acontecendo em três diferentes países: Brasil, México e Índia. E está sendo feita pela necessidade de buscar outros inseticidas mais eficientes, pois com o tempo os mosquitos se tornam resistentes aos já existentes.

A bióloga Maria de Lourdes da Graça Macoris, pesquisadora da Sucen (DRS – Marília), explica que o clima de Itanhaém é úmido e quente, diferente do interior, que é quente e seco. “Isso também faz parte do estudo. Precisamos de uma alternativa para os inseticidas que já usamos contra o mosquito”.

Maria de Fátima Domingos, pesquisadora científica da Sucen (DRS-São Vicente), fala como o trabalho é feito: “Os mosquitos ficam presos em locais que chamamos de gaiolas e elas são colocadas na área a certa distância de cada uma. Após isso, os desinsetizadores aplicam o inseticida por três vezes, sempre com intervalos. Nestes intervalos nós analisamos quantos mosquitos foram eliminados. Este trabalho serve para sabermos a quantidade de doses que devemos usar, o alcance e sua eficácia”.  Ainda de acordo com a pesquisadora, a OMS já realizou testes anteriormente e apontou que o inseticida não afeta o meio ambiente.

Maria de Lourdes agradece a Prefeitura pela parceria. “Nós agradecemos a possibilidade de podermos fazer aqui em Itanhaém esta pesquisa. A viabilização do apoio da Prefeitura em nos ajudar com o local e disponibilizar uma área para podermos deixar os carros e aparelhagens foi de muita importância para nosso estudo”.


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