Publicado em: 16/02/2017 - Última modificação: 02/03/2017 - 19:08
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Praia do Cibratel: uma paisagem do mar apreciada por outro ângulo

PRAIA ACESSÍVEL - Em Itanhaém, programa do Governo do Estado de São Paulo está à disposição de quinta a domingo, das 9 às 17 horas, na Praia do Cibratel



Programa Praia Acessível
Cadeiras são projetadas pela Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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Sentados em cadeiras de alumínio com pneus especiais que flutuam e não afundam na areia, idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm acessibilidade que encurta a distância de quem sonha sentir as mesmas sensações daqueles que aproveitam o verão no mar, numa paisagem apreciada por outro ângulo. Este é o Programa Praia Acessível, do Governo do Estado de São Paulo, que está em Itanhaém de quinta a domingo, das 9 às 17 horas, na Praia do Cibratel I.

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Programa Praia Acessível

As cadeiras são projetadas pela Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência e, durante a utilização do equipamento, os deficientes são acompanhados por facilitadores, devidamente capacitados. “Gosto desta cadeira porque me sinto segura. Fiquei feliz por essa oportunidade e com os profissionais que me ajudaram”, conta Maria Isabel Pereira Muniz, de 47 anos, moradora do bairro Tupi. Ela é paciente do Centro Municipal de Reabilitação (CMR) há seis meses. No local, passou por profissionais da fisioterapia por causa do tumor que teve no cérebro, responsável por imobilizar parte do lado esquerdo do corpo.

O Programa Praia Acessível atende ao direito de lazer do cidadão, conforme o artigo 30 da Convenção Internacional sobre os Direitos da Pessoa Com Deficiência. Fisioterapeuta desde 2009 do CMR, Dérrick Patrick Artioli conta que essa é uma excelente opção para promover a interação entre os pacientes com mobilidade reduzida. “A ideia do programa das cadeiras anfíbias é importante porque esses pacientes saem um pouco do atendimento ambulatorial. Muitos deles não frequentam a praia por causa da acessibilidade. Eles têm medo das ondas, podem cair e dar tontura, por isso a importância do projeto”, explica.

O mesmo pensamento é compartilhado por Maria Isabel, mais conhecida como Isabelita, de 72 anos. Ela sofre do Mal de Parkinson e também é paciente do CMR. O desafio de se locomover é um grande agravante para a moradora do Bopiranga que vai à praia uma vez por ano, quando o Programa está na Cidade. “É fantástico, simplesmente. Somos tratadas como princesas. Quem inventou esta cadeira é um ser maravilhoso porque pensou na nossa dificuldade”, conclui.


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