Publicado em: 23/03/2017 - Última modificação: 04/04/2017 - 18:30
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Produtos orgânicos são vendidos com selo de procedência

AGRICULTURA FAMILIAR - Na Cidade, um produtor possui certificado e sete têm atestados da Organização de Controle Social (OCS) autorizando a comercialização



Produtos orgânicos
Produtos têm autorização da Organização de Controle Social (OCS)

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“O consumidor está mudando hábitos alimentares”. A frase é uníssona e de agricultores ao se referirem à qualidade dos alimentos quando são cultivados sem a presença de defensivos e adubos químicos. Na Cidade, um produtor possui certificado e sete têm atestado da Organização de Controle Social (OCS) – Kanae Fujihira autorizando a comercialização, que sai do campo para as mãos do comprador, a chamada venda direta. Itanhaém é o primeiro Município da Região Metropolitana da Baixada Santista a conquistar o selo de produtos orgânicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

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Do campo à Feira do Produtor: orgânicos são vendidos com selo de procedência

Como consigo a autorização? A pergunta é quase sempre a mesma e a equipe de agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico esclarece. Hoje, para obter a permissão de vendas de orgânicos é necessário atender aos requisitos determinados pelo Governo Federal e seguir orientações técnicas de profissionais da Prefeitura sobre como utilizar melhor a terra e adotar o manejo da agricultura orgânica. Mensalmente as propriedades atestadas são vistoriadas e um relatório sobre as condições é enviado ao Ministério.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Eliseu Braga Chagas, essa é uma alternativa para que a população tenha acesso a produtos frescos e de qualidade. “Cultivados sem agrotóxicos por nossos agricultores, legumes, frutas e verduras são vendidos na Feira do Produtor. É essencial se preocupar com a saúde, principalmente quando o assunto é alimentação”.

“Chamadas de boas práticas agrícolas, nós, técnicos, fazemos uma calagem por meio de análise de solo. Esse é o primeiro passo para detectar se o terreno está ácido ou alcalino. O ideal é manter o pH em torno de 5,5 a 6, que é o indicado para qualquer tipo de plantação. Agricultores que não cumprem essas observações sobre o uso do solo adequadamente perdem ou deixam de receber a autorização”, explica o técnico Paulo Pantel. Ele conta que há uma diferença entre certificado e atestado. “Produtores com atestado têm permissão de venda direta, como acontecem nas feiras. Já o certificado autoriza a comercialização para mercados internos e externos”, endossa Paulo.

FEIRA – Quando se fala em orgânico o que vem à mente são os preços. Por causa da qualidade e os cuidados com o manuseio dos produtos, muitos pensam que o valor pode ser exorbitante se comparado ao convencional. No entanto, em Itanhaém, a Feira do Produtor é exemplo de qualidade, uma junção de alimentos com teor nutricional elevado e preços populares. No projeto Feira do Produtor, tendas exibem frutas, hortaliças e legumes todos os sábados, a partir das 8 horas, na Rua Cunha Moreira (em frente à Prefeitura).

Para ter certeza sobre a qualidade do que é comercializado nesta feira, basta procurar o selo fixado na embalagem do produto. Segundo o biólogo e também agricultor, Maurício Portela Salsa, de 40 anos, é importante diferenciar o produto orgânico do convencional, que é cultivado com adubos químicos.

“Na agricultura orgânica, você cultiva o solo e o organismo. Eles vão formar o NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) necessário e a capina de mato é usada no solo como uma cobertura natural que se faz em horta, protegendo-a da chuva, da erosão e de raios solares”, conta Maurício. Há três anos ele possui o certificado de orgânico. “No meu sítio tenho palmito pupunha, porém por muitos anos cultivei olerícolas (hortaliças, leguminosos e verduras). Acho importantíssima a preocupação com a saúde, já que temos o hábito de consumir produtos nocivos à saúde”.


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