Publicado em: 29/03/2017 - Última modificação: 06/04/2017 - 19:32
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Uma vida pública que passa pelas artes plásticas

CULTURA - Ao longo dos anos, já pintou mais de 500 obras, entre elas, paisagens e monumentos históricos como a antiga Casa de Câmara e Cadeia e o Convento Nossa Senhora da Conceição



Ex-prefeito Bifulco
Bifulco tem sua trajetória construída em cima da política, do esporte e das artes plásticas

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Orlando Bifulco Sobrinho, de 79 anos, olha orgulhoso para quadros cuidadosamente emparedados em sua casa. Gosta de observar, de pescar histórias por trás das obras, que, na maioria das vezes, narram em imagens as memórias de Itanhaém em um acervo de quase 200 peças, datadas em diferentes épocas. Prefeito da Cidade por dois mandatos (1973-1976 e 2001-2004), Bifulco tem sua trajetória construída em cima da política, do esporte e das artes plásticas.

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Uma vida pública que perpassa pelas as artes plásticas

Nomes de artistas de diferentes partes do Brasil se misturam entre as paredes da sala, dos quartos e da copa em uma espécie de museu em casa. “São obras minhas e de outros artistas que tive o privilégio de conhecer no decorrer dos anos. Montei um ateliê ao lado de casa e fiz várias exposições. Uma experiência que vou levar para o resto da minha vida”, conta sorrindo. Ele faz questão de lembrar de um episódio: “Certa vez, um estranho me chamou no portão para conhecer a minha casa porque sabia dos meus quadros”.

Hoje, pintar virou seu passatempo preferido. Na infância costumava se arriscar com desenhos, que segundo ele não passavam de rabiscos, traços de criança. Em grande parte da juventude dedicou-se aos esportes, era atleta do basquete de Itanhaém, com registros em competições que lhe renderam medalhas e troféus. “A gente disputava todos os anos nos Jogos Regionais e nos Jogos Abertos do Interior”, recorda com carinho.

Somente após o primeiro pleito como chefe do Executivo, o interesse pelas artes plásticas foi acentuado. Suplantou expectativa porque era autodidata e começou a pintar sozinho, com referências de nomes como o de Benedito Calixto de Jesus (1853 – 1927), conhecido por trabalhos que retrataram marinhas, paisagens rurais, urbanas e obras religiosas e o do também renomado Bernardino de Souza Pereira, com o estilo neoimpressionismo.

Costuma brincar que é expert em pintar a antiga Casa de Câmara e Cadeia, a Igreja Matriz de Sant’Anna e o Convento Nossa Senhora da Conceição, retratados em técnicas ao estilo acadêmico. “Tento me aproximar ao máximo da realidade, dos detalhes. Já pintei mais de 500 quadros que foram vendidos e presenteados”, conta.

Entre as décadas de 60 e 80, era muito comum artistas da Associação Paulista de Belas Artes usarem a Cidade como cenário e inspiração. A influência deles foi tanta que ganharam nomes de rua como Oscar Pereira da Silva, Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo, Victor Meirelles, entre outros.

“O Calixto foi um dos pintores mais renomados de Itanhaém. Recebemos também artistas de São Paulo, principalmente ligados à Academia Paulista de Belas Artes. É o caso de Durval Pereira, que vinha com frequência ao Município. O pintor Aldo Cardarelli era de Campinas, mas também visitava a nossa Cidade para pintar marinhas, um excelente artista contemporâneo”.

FAMÍLIA – Do casamento de 57 anos com a professora aposentada Amélia Filippini Bifulco, Orlando teve duas filhas, a engenheira civil Rosana Bifulco e a bancária Cláudia Bifulco Vasques. Durante 35 anos trabalhou como servidor público. Ele é apaixonado pelas netas Talita Varela, Carol Vasques e Aimée Bifulco Oliveira.


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