Publicado em: 27/04/2017 - Última modificação: 01/06/2017 - 10:10
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Conheça o badminton, modalidade que virou febre na EM Harry Forssell

ESPORTE - Prática regular da modalidade foi inserida nas aulas de educação física, do 6º ao 9º ano



Badminton nas escolas.
O badminton acabou aproximando até mesmo alguns jovens que não tinham o costume de praticar esportes

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No lugar da chuteira, a raquete. Embora a maior parte dos jovens brasileiros tenha uma preferência clara pelo futebol, no cenário local essa situação pode ser alterada. A apresentação de modalidades pouco difundidas é essencial para que alunos da rede municipal conheçam novos conceitos e tenham mais oportunidades. É o caso da EM Harry Forssell, no bairro do Oásis, que tornou-se um polo de badminton.

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Conheça o badminton, modalidade que virou febre na EM Harry Forssell

 

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A ideia foi do professor Diego Jabois, que é pós-graduado em Educação Física e possui formação específica pela Confederação Brasileira de Badminton (CBBd). Ele dá aulas de educação física para alunos do 6º ao 9º ano e tem inserido modalidades pouco conhecidas, mas que rapidamente caem no gosto deles. “Além do badminton, apresentei o softball às crianças e tenho a intenção de ensinar o hóquei na quadra. São apenas alguns exemplos de jogos que, se forem passados aos mais jovens, podem fazer sucesso”.

Com origem incerta – reza a lenda que o esporte foi criado na Índia, e depois levado à Europa em meados do século XIX -, o badminton se assemelha muito ao tênis. Ambos são praticados com uma raquete e as quadras são divididas por uma rede. Entretanto, a diferença é que ele não é praticado com bolas e sim uma espécie de peteca. O objetivo é não deixá-la cair em sua área.

“As crianças dessa faixa etária conseguem explorar bem as questões de espaço e distância. Eles ajustam o movimento de forma precisa com a raquete. Isso os incentiva a continuar, porque os fundamentos são básicos”, diz o professor. “É um jogo que mistura força, habilidade, sutileza e destreza. Uma espécie de xadrez na quadra: você tem que construir o seu ponto em cada golpe, fazendo com que o seu adversário se desloque e abra espaços para você explorar. Para isso, é necessário muito treino e esforço”, disse o professor Diego.

Ana Luiza Pelissori, de 12 anos, é uma das alunas. “Faz dois anos que eu comecei a praticar badminton. Eu nunca tinha ouvido falar, mas gostei do jogo desde o primeiro dia que pratiquei. Vendo os Jogos Olímpicos pela televisão, fiquei pensando que um dia poderia estar ali, disputando as partidas”.

O badminton acabou aproximando até mesmo alguns jovens que não tinham o costume de praticar esportes. Stefhanie Rodrigues dos Santos, de 12 anos, já tinha lutado judô antes, mas não participava com frequência das modalidades. Isso agora é passado. “Depois que eu conheci o badminton, me interessei bastante. Tanto que continuo jogando até hoje. Eu vejo os jogos na televisão, observo os movimentos dos jogadores e tento aprimorá-los aqui no treino”.

Já o garoto Diogo Marcos da Silva Dias, de 14 anos, gosta da experiência de conhecer modalidades novas por meio das aulas de educação física. “Antes de treinar, o professor Diego passou toda a preparação em sala de aula. Então, já tínhamos meio caminho andado antes mesmo de entrar em quadra”, disse o garoto, que deseja um dia se tornar professor, e gosta tanto de badminton quanto de softball.

A equipe da EM Harry Forssell já foi convidada para a Copa Translitoral de Badminton em novembro 2014 (no Clube dos Ingleses, em Santos), e participará novamente neste ano, em local ainda a ser definido. “Nossa ideia é diferente das outras cidades. Queremos colocar o esporte nas escolas, capacitando professores e espalhando o projeto para outros bairros. Observo aqui possíveis exímios jogadores, se forem bem trabalhados, por isso devemos dar continuidade ao projeto”, finalizou Diego.

O coordenador do programa Aqui Tem Esporte, professor Fernando Xavier, visitou a EM Harry Forssell e comentou sobre a iniciativa: “É importante que o programa municipal esteja atento às modalidades que são praticadas nas escolas para tirar lições em eventuais projetos, principalmente as que são pouco difundidas nacionalmente. O trabalho que é feito pelo professor Diego serve como exemplo para todos nós”.


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