Publicado em: 20/10/2017 - Última modificação: 23/10/2017 - 21:32
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Cinquenta tons de verde: embarque numa aventura sobre o Rio Itanhaém

TURISMO - O rio é o encontro entre as águas escuras do Rio Preto e cristalinas do Rio Branco



Além das belezas naturais, comuns em cidades praianas, a terra de Calixto também reserva grandes tesouros submersos em alto mar e paisagens no Rio Itanhaém

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Para quem acha que Itanhaém é só praia, aqui vai uma boa dica: além das belezas naturais, comuns em praias da Cidade, a terra de Calixto também reserva grandes tesouros submersos em alto mar e paisagens no Rio Itanhaém, a segunda maior bacia hidrográfica costeira do Estado de São Paulo, também chamada de Amazônia Paulista, com 2 mil km de extensão, sendo 180 navegáveis. O rio é o encontro entre as águas escuras do Rio Preto e cristalinas do Rio Branco, ambiente que harmoniza os encantos de um município histórico com a imersão na natureza, ideal para o ecoturismo e o turismo náutico.

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O passeio com duração de duas horas e meia é uma das principais rotas escolhidas por turistas de diferentes partes do Brasil, que chegam a Itanhaém para apreciar as belezas encontradas na fauna e flora e nas características de manguezal. O ‘birdwatching’, como é chamada a modalidade, tem atraído mais pessoas para este tipo de turismo, o de observação de pássaros. No passeio, é possível registrar imagens de aves como colhereiro-americano, guará-vermelho, savacu-de-coroa, jaçanã, frango-d’água, além de outras espécies de animais como lontra, saruê e cachorro do mangue.

Estudos da Universidade de Exeter, na Inglaterra, comprovam que a observação da natureza influencia a saúde mental do ser humano. A pesquisa ainda mostra que as pessoas que vivem em cidades mais arborizadas e com aves, como Itanhaém, estão menos propensas a desenvolver doenças como depressão, crise de ansiedade e estresse.

Além do turismo de observação, o rio também é propício para a pesca artesanal e esportiva. É comum encontrar robalo, parati, bagre, corvina, tainha, peixe-rei e sargo. “A área do rio é de extrema importância por se tratar de estuário, onde peixes do mar adentram para desova, devido à grande existência de plânctons dos quais se alimentam. Os manguezais estão em extinção, uma vez que suprimimos não há recomposição. Do rio sobrevivem famílias caiçaras”, conta o coordenador do Centro de Pesquisas, Nico Lopes Faria.

Em alto mar, também há passeios considerados promissores para o turismo no litoral. Na Cidade, existem locais de grande potencial para a exploração do turismo náutico como: marinas, oito ao total; a estação costeira, em funcionamento para o atendimento de comunicações de barcos em alto mar ou correlatos; além das Ilhas Queimada Pequena e Queimada Grande, ambas pertencentes à Unidade de Conservação do Governo Federal.

Um dos principais pontos para mergulhadores devido à ótima visibilidade da água em seu entorno, bem como a possibilidade de ver os destroços dos navios naufragados, é a Ilha Queimada Grande, que está a 32 km de distância da costa, com profundidade média de aproximadamente 14 metros. Conhecida também como a Ilha das Cobras, o local abriga a espécie endêmica (jararaca-ilhoa) que, segundo os pesquisadores, tem um dos venenos mais potentes do mundo, por isso não é permitida a entrada na ilha sem autorização.

Há três navios naufragados ao redor da Ilha Queimada Grande, mas têm-se dados de apenas dois: Rio Negro (naufrágio totalmente desmantelado, com partes dos destroços espalhados no meio do areião) e Tocantins (cargueiro naufragado em 1933 após colisão nos rochedos da Ilha. Sem dúvida a maior atração da Queimada Grande).

 


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