Publicado em: 09/11/2017 - Última modificação: 14/11/2017 - 16:35
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Agente faz do humor um elo para conscientizar pedestres e motoristas

TRÂNSITO - O puxão de orelha soa como uma conversa, com uma pitada de humor e a responsabilidade de conscientizar a população sobre regras que mantêm o trânsito seguro



O bom humor não se restringe ao trânsito, é algo que está intrínseco em Robson desde a juventude

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Um colecionador de risos, em casa ou na rua. Assim é a vida de Robson Pereira, de 40 anos, um agente de trânsito bem-humorado que não esconde seu amor pela profissão: são quase 20 anos na mesma função. “Ôoooo moçoilo, falar ao telefone enquanto dirige não pode, viu?”, adverte. “Psiu, o uso do capacete é imprescindível. Você quer arriscar a sua vida? Ela é preciosa”, orienta. O puxão de orelha soa como uma conversa entre amigos, com uma pitada de humor e a responsabilidade de conscientizar a população sobre regras que mantêm o trânsito seguro.

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O agente sabe que o entusiasmo pela manhã nunca é alto. “Alguns estão com a expressão muito séria”, comenta. É neste momento que ele usa uma de suas artimanhas para arrancar risos de quem está à vista. E o comerciante Jhonatan Leandro de Espindola, de 28 anos, foi uma das “vitimas” das brincadeiras do agente ao atravessar a rua com a filha no colo.

“Sabemos que o assunto é sério e conduzido com certa leveza. É engraçado e muito gentil em sua abordagem. Se tivéssemos mais profissionais como ele em outras áreas, as coisas seriam muito melhores. Essas orientações salvam vidas, e o humor ajuda na interação com as demais pessoas. A abordagem é simples, mas muda o dia a dia das pessoas, com certeza”, ressalta o comerciante Jhonatan.

DESCONTRAÍDO – O bom humor não se restringe ao trânsito, é algo que está intrínseco em Robson desde a juventude, quando na adolescência, de 12 a 16 anos, participou de aulas de uma escola de teatro, em São Paulo, por isso a desenvoltura com a voz e o corpo. Quando não está no ofício, ele aproveita o tempo livre para criar seus personagens como Astrogildo e Carolzinha, que ganham vida e notoriedade nas redes sociais. Um dos vídeos dele, inclusive, já tem mais de 10 mil visualizações.

“Uso minhas habilidades para conscientizar a população sobre como agir no trânsito, tanto pedestre quanto motorista. Mas nas horas vagas tenho outro sonho: tornar-me humorista profissional, fazer stand up comedy. Quem sabe o ano que vem?”, brinca. “Faço meu trabalho com muita seriedade. Nos primeiros anos, vi que o lado do agente de trânsito era muito sério. Porém, com o humor, consigo interagir com os pedestres e motoristas e, de fato, incentivá-los sobre hábitos positivos no trânsito”.

E se você acha que ele está sozinho nesta empreitada, engana-se. A família é seu alicerce e também adepta ao segundo “job”. Os filhos – Gabriel, de 14 anos, Maria Júlia, de 12 anos, Athos Enrique, de 6 anos – e a esposa Claudia da Silva Pereira, de 41 anos, entraram na dança, ou melhor, na comédia. Em casa, todos ajudam na composição dos personagens, principalmente com os trejeitos, espelhados em familiares e amigos.

“Minha inspiração vem das manias das pessoas. Astrogildo e Carolzinha foram construídos com esta perspectiva. Alguns se identificam muito e acham legal”, explica Robson. Para se transformar em um deles: uma peruca, uma dentadura e um gingado para lá de especial compõem a personalidade. “As pessoas me param para tirar foto na rua. Adoro este movimento, é muito bom fazer humor e saber que sou correspondido, que elas gostam”.


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