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Publicado em: 16/10/2018 - Última modificação: 16/11/2020 - 12:27
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Pensando na saúde dos pequenos, Prefeitura realiza palestras sobre nutrição escolar

CARINHO - Todas as duas palestras foram pensadas para garantir a saúde das crianças por meio da alimentação escolar. Cerca de 200 merendeiras e nutricionistas participaram



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A pensar na saúde das crianças de Itanhaém, a Prefeitura realizou na última segunda-feira (15), palestras de conscientização às merendeiras e nutricionistas das escolas municipais, referentes à nutrição das crianças portadoras de diversos tipos de patologias, inclusive as mais comuns, como alergia ou intolerância. As palestras aconteceram na E.M Profª Silvia Regina Schiavon Marasca, próxima ao Centro Municipal de Tecnologia, Cultura e Esportes (CMTCE), de manhã e a tarde, abordando conceitos e prevenções das patologias, além de cuidados na escolha, preparação e conservação dos alimentos e do cardápio da alimentação.

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Em tom de aconselhamento, as palestras que aconteciam simultaneamente, reforçaram a importância da alimentação correta. Foram citadas algumas patologias, principalmente aquelas associadas ao que as crianças comem. De acordo com o quadro de cada criança, existem alimentos que podem e que não podem ser consumidos, por isso deve haver todo cuidado. A alimentação pode influenciar negativa ou positivamente na função de qualquer que seja a patologia.

Por exemplo, crianças que possuem diabetes não podem ingerir açúcar. Crianças com doença celíaca não podem ingerir glúten. Aquelas que têm dislipidemia, ou seja, colesterol elevado, não podem ingerir gorduras e devem consumir alimentos integrais, assados e grelhados. Quando apresenta doença renal, proteínas devem ser consumidas com equilíbrio, alem de muitos líquidos. Também são casos comuns: refluxo e alergia a corantes.

A inclusão social que há nas escolas do Município atualmente insere alunos com paralisia cerebral, o que reforça ainda mais a necessidade desta atenção especial quanto à alimentação. “Todo alimento é como um remédio, porque pode curar, mas de maneira errada, pode matar. A alimentação deve ser feita de maneira certa, com um modo de preparo correto, porque tratamos da saúde das crianças”, declara Milena Perez Cezário, nutricionista clínica da Apetece, empresa que fornece alimentos às escolas.

“Na maioria dos casos, a alimentação escolar é a única refeição mais forte que a criança tem, portanto, quanto melhor, nutritiva, saborosa, feita com qualidade e na quantidade ideal, mais resistente será a saúde da criança, e no futuro será um adulto saudável”, completa a nutricionista. Outro ponto abordado foi a importância do leite materno que não pode ser substituído em hipótese alguma por leite de vaca se há como amamentar normalmente, e a alimentação no primeiro ano, que reflete por toda a vida da criança.

“Vale muito frisar que o leite materno é o alimento mais completo em nutrientes. Também entramos em algumas necessidades específicas: criança com regurgitação, a diferença entre crianças com intolerância à lactose e com alergia a leite de vaca, e como fazer o diagnóstico dessa alergia, tratamento e remissão dos sintomas”, afirma a nutricionista da Dadone, Ana Cláudia Summo Tamburrino Silva.

Atualmente, cerca de 2 a 3% das crianças que nascem apresentam algum sintoma ou já tem alergia. Todas essas informações servem também para que, as merendeiras no papel de mãe também possam identificar a alergia ou intolerância em suas crianças, para se ter a remissão dos sintomas pelo tratamento, e fazer com que a criança chegue ao seu convívio e alimentação normal o mais rápido possível. Por conta de trabalharem diretamente com a merenda, o objetivo é melhorar a saúde da população por meio da nutrição.

“As nossas escolas tem crianças que realmente apresentam alguns dos quadros ensinados, como aluno alérgico a ovo, intolerante à lactose, e com diabetes. Então, temos que estar atentas a cada criança para atender as necessidades específicas. Foi muito produtivo em tudo”, diz Rosemeire dos Santos Lima, merendeira na E.M. Profº José Teixeira Rosas.

“Foi importante saber que crises alérgicas, como rinite e sinusite são influenciadas por componentes do leite ou pelo que se ingere, assim, posso estar fazendo o teste em casa para saber se é ou não”, diz Letícia Nunes da Silva, merendeira na mesma escola de Rosemeire.


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