Publicado em: 06/06/2017 - Última modificação: 07/06/2017 - 10:18
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Co-padroeiro, Itanhaém mantém viva a memória de São José de Anchieta

FÉ E HISTÓRIA - O eminente padre viveu na segunda cidade mais antiga do país durante o século XVI, entre 1563 e 1595, onde deixou suas pegadas



Sua importância é tamanha que nesta sexta-feira (9) será feriado em Itanhaém, quando uma missa campal e diversas homenagens são realizadas

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Itanhaém é conhecida até hoje como a ‘Terra de Anchieta’, por sua importância na biografia de São José de Anchieta. Monumentos históricos, documento raro, obra sacra, homenagens e diversas histórias vividas pelo padre podem ser lembradas em muitos pontos da Cidade. Sua importância é tamanha que nesta sexta-feira (9) será feriado municipal, quando uma missa campal e diversas homenagens são realizadas.

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São José de Anchieta tornou-se co-padroeiro de Itanhaém pela Lei Municipal nº 3.928, juntamente com Nossa Senhora da Conceição. O padre espanhol radicado no Brasil andou por todo o litoral paulista, catequizando índios, batizando e ensinando. Sua biografia é considerada exemplo de amor e fé. Estimulou a devoção das pessoas, por ter inúmeros milagres atribuídos a ele.

José de Anchieta viveu na segunda cidade mais antiga do país durante o século XVI, entre 1563 e 1595, e suas marcas em Itanhaém podem ser vistas em diversos monumentos preservados e homenagens realizadas como na imagem de Nossa Senhora da Conceição, exposta na Igreja Matriz de Sant’Anna, o “Monumento a Anchieta” na Praça Narciso de Andrade, cópia da carta de Batismo do santo em exposição no Museu Conceição de Itanhaém e pontos turísticos como a Cama de Anchieta (Praia dos Sonhos), Pocinho de Anchieta (Cibratel), Painéis de Anchieta (Morro do Paranambuco) e Púlpito de Anchieta (Praia dos Pescadores).

VIDA E OBRA – Reverenciado por fiéis em todo o mundo por inúmeros milagres atribuídos a ele, José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534, na Ilha de Tenerife, no arquipélago de Canárias, na Espanha. Filho de uma próspera família, tendo por pais Juan de Anchieta e Mência de Clavijo y Llarena, estudou muito jovem, provavelmente com os dominicanos. Aos 14 anos, iniciou seus estudos em Coimbra, no renomado Colégio de Artes. Com 17 anos, ingressou na Companhia de Jesus, ordem fundada por Inácio de Loyola em 1539. No ano de 1553, no final de seu noviciado, fez seus primeiros votos como jesuíta.

Veio ao Brasil no dia 13 de junho de 1554, junto com a esquadra de Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554 participou da fundação do colégio da Vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor.

Escreveu cartas, sermões, poesias, a gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro. Ficou conhecido como amigo dos índios, andarilho, professor, enfermeiro, construtor de capelas e pacificador. Evitou inúmeras mortes durante a Revolução dos Tamoios, que uniu índios e franceses contra os portugueses, ao se oferecer como refém em 14 de setembro de 1563.

Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em terras brasileiras. Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a ser a cultura brasileira. De toda a sua obra, destacam-se a ‘Gramática da língua mais falada na costa do Brasil’, ‘Poema da Bem-aventurada Virgem Maria’, ‘Mãe de Deus’ e ‘Cartas de Anchieta’.

Graças ao seu papel ativo no primeiro século de colonização do Brasil, ganhou vários títulos, tais como: “Apóstolo do Novo Mundo”, “fundador da cidade de São Paulo”, “curador de almas e corpos”, “carismático”, “santo”, entre outros.

José de Anchieta faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta), no Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. Em 1980 foi beatificado pelo Papa João Paulo II. Em 2 abril de 2014, o Papa Francisco assinou o decreto que tornou o jesuíta em santo da Igreja Católica.


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