Publicado em: 08/06/2017 - Última modificação: 14/06/2017 - 16:00
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Conheça o Programa Paradesporto, realizado em seis núcleos da Cidade

INCLUSÃO - Além de zelar pela saúde, a atividade serve também como uma ferramenta social



As atividades acontecem no Centro Municipal Tecnológico de Educação, Cultura e Esportes (CMTECE) e em cinco escolas municipais

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No mundo todo, a prática esportiva para pessoas com deficiência é um fenômeno que tem crescido exponencialmente. Além de zelar pela saúde, a atividade serve também como uma ferramenta de inclusão social. É o caso do programa Paradesporto, implantado pela Prefeitura de Itanhaém por meio da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes. Trata-se de um trabalho complementar ao oferecido no Atendimento Educacional Especializado (AEE).

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As atividades acontecem no Centro Municipal Tecnológico de Educação, Cultura e Esportes (CMTECE) e em cinco escolas municipais: Noêmia Salles Padovan, no Guapiranga; Leonor Mendes de Barros, no Jardim Mosteiro; Luiz Gonzaga, no Nova Itanhaém; Ignêz Martins, no Parque Jequitibá; e Filomena Dias Apelian, no Bopiranga. Os pais ou responsáveis podem obter mais informações nas escolas onde o trabalho acontece e nos departamentos de Educação Inclusiva e Esportes. Atualmente, cerca de 120 crianças são atendidas pelo programa.

A coordenadora do Programa Paradesporto, professora Milena Pedro de Morais, falou sobre os objetivos do trabalho: “Por serem em sua maioria crianças inativas fisicamente, as crianças com deficiência crescem com uma defasagem motora muito grande com relação às outras da mesma idade. Por isso, o Programa Paradesporto tem como objetivo o desenvolvimento e aprimoramento das habilidades e capacidades motoras naturais, além da iniciação paradesportiva”.

No caso das escolas Noêmia Salles Padovan e Leonor Mendes de Barros, o trabalho acontece também com as salas de Educação Especial, as quais atendem alunos com idade até dezoito anos e com maior comprometimento intelectual.

As atividades são desenvolvidas pelos professores Milena Pedro de Morais, Elisa Laurent, Thayara Santos Sansão e Paulo Roberto Fujimura e para todos, cada dia traz um aprendizado diferente. Thayara, de 28 anos, dá aulas de educação física há oito anos e está na EM Noêmia Salles Padovan há um ano. Para ela, o paradesporto é diferente de tudo: “Trabalhar com crianças especiais é muito bom. Eles são muito verdadeiros, dá para perceber que o apego deles é muito grande. Nosso intuito é de proporcionarmos a eles que conheçam os seus próprios movimentos, o que faz com que eles criem uma ligação quase familiar com os professores”.

“No projeto, a gente consegue dar uma atenção maior a cada um dos alunos. É diferente da educação física comum, que você tem que passar atividades separadas por tipo. Aqui, fazemos a análise das necessidades de acordo com o aluno, aprimorando o que é necessário para ele. Temos uma aproximação maior, uma firmeza naquilo que ensinamos. Queremos que ele realize o máximo de coisas possíveis. A gente trabalha aqui para que, lá na frente, este jovem tenha uma vida melhor”, afirmou a professora.

O professor Paulo Fujimura, por sua vez, trabalha com crianças do Jardim Maranata. Assim como nos outros núcleos, utiliza materiais e metodologias que auxiliem a criança a construir um significado positivo em relação às suas possibilidades de se movimentar. Também proporciona a descoberta e o desenvolvimento das potencialidades por meio do trabalho de aprimoramento das habilidades e capacidades motoras naturais como andar, correr, saltar, equilibrar, arremessar, além da percepção espaço-temporal e consciência corporal.

“Eles se comunicam através do movimento, se desenvolvem e constroem conhecimento ampliando as possibilidades e o repertório de experiências vivenciadas. Cada aluno é um ser único e o seu desenvolvimento é sempre considerado em relação a ele mesmo, assim promovemos a oportunidade de que cada criança descubra o seu próprio potencial”, explicou.

“A criança tem o direito de ter suas potencialidades desenvolvidas, dentro de suas singularidades. Se esse trabalho não fosse desenvolvido aqui na Cidade, talvez elas nunca tivessem essa oportunidade na vida. Estes jovens não têm necessariamente que pular, que escrever igual aos outros. Este é um dos nossos principais cuidados”.


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