Publicado em: 05/07/2017 - Última modificação: 10/07/2017 - 20:09
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Conheça a cachorrinha que ajuda no desenvolvimento de menino autista

ADOTE UM ANIMAL - Estudo afirma que crianças com autismo que possuem um animal de estimação desenvolvem maiores habilidades sociais



Assim que o autismo foi diagnosticado, já surgiu a ideia de adotar um animal de estimação

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Muitos dizem que são almas gêmeas, outros preferem acreditar apenas no amor e na amizade forte que o convívio pode criar. Mas a verdade é que Mandy e Yuri se encantaram um pelo outro desde o primeiro encontro. Quem estava presente afirma que foi um verdadeiro ‘encontro de almas’. Assim como para muitas crianças, o sonho do pequeno Yuri Barros Ferreira, de nove anos, era ganhar um bichinho de estimação. No entanto, além de uma cachorrinha e melhor amiga, Mandy é muito mais especial: ela ajuda no tratamento do menino, que é autista, deixando-o mais sociável, carinhoso e, principalmente, feliz.

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O diagnóstico do autismo veio quando Yuri tinha quatro anos. Sua mãe, Denise Barros Luchetti, de 29 anos, começou a prestar atenção nas dificuldades que o menino tinha para socializar e brincar com outras crianças. “É importante que os pais pesquisem e prestem atenção em seus filhos. Eu sei que é difícil, muitos ignoram porque não querem enxergar. Nunca estamos preparados para uma criança especial”, afirmou.

Após o diagnóstico de ‘autismo não especificado com transtorno de conduta’, a ideia de adotar um animal já surgiu na mente de Denise e seu marido, Cássio Alexandre Barros Ferreira. “Começamos com um hamster, depois porquinho da índia. Só que não dava conta, o Yuri queria um animalzinho para brincar. Assim que surgiu a oportunidade, adotamos a Mandy”, completou Denise.

Mandy é uma cachorrinha dócil, carinhosa e muito brincalhona. Ela chegou à vida do Yuri e da Denise no ano de 2013 e, desde então, o menino já apresentou diversas mudanças e melhorias. “Ele já consegue demonstrar afeto, conversar, tem amigos e é sociável. Claro que ele tem os momentos que quer ficar quieto, mas a melhora é visível para todos que convivem com o Yuri. Isso vem sendo muito especial nas nossas vidas, a Mandy trouxe alegria e isso afetou toda a família. É um amor inimaginável”, explicou Denise.

Além da ajuda do bichinho de estimação, o Yuri participa do Programa CUIDAR, que abrange serviços de atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência ou negligência, além do autismo ou transtorno mental, com o principal objetivo de integrar a criança e o adolescente na família, comunidade ou quaisquer outras formas de inserção social. O Yuri também faz aulas de ballet, jiu-jitsu e equoterapia.

COMPROVADO – Um estudo realizado pela Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, diz que crianças com autismo que possuem um animal de estimação desenvolvem mais habilidades sociais se comparadas às crianças que não têm. Como os cães são muito efusivos em demonstrações de carinho e afeto, eles se transformam em grandes companheiros e ajudam no tratamento de crianças com autismo.

Denise sentiu o desenvolvimento e a evolução de seu filho por meio das atividades e do convívio diário com um animal, por isso, ela deixa uma dica para outras famílias que descobriram o autismo e estão aprendendo a lidar com o transtorno de desenvolvimento. “O animal só tem a favorecer e, se possível, adote. O laço de amor criado é fora do normal. A Mandy trouxe um brilho para a vida do Yuri que, eu tenho certeza, só eu e meu marido não íamos conseguir”.

Além disso, ela ressaltou a importância das atividades, como a equoterapia, na vida dessas crianças e adolescentes. “Não desista, descubra a paixão do seu filho e invista nisso. Nunca isole o seu filho do mundo, o faça descobrir e sentir novas sensações”, completou.

 


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