Publicado em: 26/07/2017 - Última modificação: 31/07/2017 - 11:52
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GREMAR resgata lontra às margens de rio no Jardim Oásis

FAUNA - Animal passa por exames em ambulatório e será devolvido à natureza



Lontra
Moradora fez o chamado após seu filho encontrar o animal em uma parte rasa do rio

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O Instituto GREMAR, que realiza monitoramento ambiental e reabilitação de animais vitimizados, resgatou, na última terça-feira (25), uma lontra com ferimento similar a de uma mordida pelo corpo. A denúncia foi feita por uma moradora do Jardim Oásis, após seu filho encontrar o animal às margens do Rio Preto. A lontra passa por exames no ambulatório do instituto, e os veterinários avaliam sua soltura à natureza.

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“Ele estava pescando, quando o cachorro dele tentou atacar o bichinho. Meu filho o trouxe para casa e eu fiz o chamado”, disse a moradora Tatiane Nascimento. A ocorrência foi passada ao instituto, que chegou à residência dela com dois veterinários na viatura de resgate. A equipe prestou os primeiros atendimentos, e atualmente realiza exames na lontra, para saber se alguma doença foi contraída por causa da mordida.

Segundo Thiago Nascimento, biólogo responsável pela base de estabilização do GREMAR em Itanhaém, o animal não pode ser reintegrado à natureza caso seja constatada alguma enfermidade. “Se a lontra estiver portando uma doença, outros animais podem ser contaminados. Além disso, nós descobrimos que o animal é órfão. Por conta disso, há todo um processo para atender as necessidades que sua genitora não supriu, para então ser devolvido à natureza”, explica Thiago.

O biólogo afirma que a equipe de veterinários deve passar noções de caça e alimentação à lontra, de modo que ele não crie relações afetivas com o ser humano, já que o animal ainda precisava de cuidados da mãe quando foi resgatada.

Há ainda a possibilidade de transferir a lontra para a sede do GREMAR, em Guarujá. “A unidade possui um centro de reabilitação, com uma equipe maior e melhor estrutura. Caso a situação do animalzinho seja muito grave, podemos encaminhá-lo para lá, onde ele receberia um tratamento mais intenso”, conclui Thiago.


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