Publicado em: 24/08/2017 - Última modificação: 04/09/2017 - 19:02
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‘O Espantalho’ completa 40 anos; moradores lembram bastidores

FICÇÃO - Em 1977, o bairro Suarão se tornou cenário para o folhetim de Ivani Ribeiro; a trama é a primeira produzida pelos Estúdios Silvio Santos



(Crédito: arquivo SBT) Itanhaém se tornou cenário para as gravações da novela

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Guaianá é uma cidade imaginária e não existe no mapa, mas nas gravações da novela O Espantalho tem endereço certo: é Itanhaém, mais precisamente o bairro Suarão. Em 1977, a região se tornou cenário para a trama de Ivani Ribeiro, com grandes nomes no elenco como Rolando Boldrin, Carlos Alberto Riccelli, Suzy Camacho, Fábio Cardoso, Jardel Filho, Teresa Amayo e Nathália Timberg. Em 2017, o folhetim completou 40 anos, e moradores ainda lembram as curiosidades e os bastidores em torno das filmagens da novela, a primeira produzida pelos Estúdios Silvio Santos.

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Novela ‘O Espantalho’ completa 40 anos; moradores lembram bastidores da trama

“Meu estabelecimento foi usado para a gravação da novela. A atriz, Teresa Amayo, interpretava uma personagem que era dona de um bazar. Todas as vezes que eles usavam o meu espaço para gravar, a gente tinha que sair”, relembra Izaura Ayko Arasaki, de 73 anos. Ela é proprietária do mesmo bazar há mais de 40 anos e, desde a gravação, mantém as mesmas características de quando cedeu o local para as locações. “O bairro parava para acompanhar as filmagens. Era tudo muito diferente, tudo novo para a gente”.

Em São Paulo foi ao ar em janeiro de 1977, pela TV Record. Já no Rio de Janeiro, a trama só chegou em julho,quando estava no final de sua transmissão na emissora. A novela foi reprisada em 60 capítulos pela TV Tupi, em 1979, e pelo SBT, em 1983. Mais tarde, em 1993, a autora incorporou O Espantalho ao “remake” de Mulheres de Areia, que teve sua primeira versão gravada na Praia dos Pescadores, também em Itanhaém.

A padaria de dona Nadir P. das Novas, de 82 anos, na esquina da Praça Nossa Senhora do Sion, era badalada durante e depois das gravações. Em alguns momentos, seu estabelecimento serviu para a troca de roupas das atrizes. “Elas usavam o meu banheiro para vestir os figurinos. Nesta época, o bairro era muito movimentado. As pessoas faziam fila para entrar na minha padaria. O clima era delicioso”.

As gravações intercalaram entre praça, comércio e praia. No Grande Hotel Suarão, onde foram rodados alguns capítulos, dois quartos se transformaram em camarim, cabeleireiro e maquiagem, além de alojamento aos atores e equipe. “As gravações mudaram a rotina dos moradores, inclusive alguns foram figurantes. Este é o meu caso”, brinca Renato P. das Novas, de 45 anos, que atualmente é comerciante na região. “Quando eu era criança fiz uma “pontinha” nas filmagens. Lembro-me de que andava de bicicleta para lá e para cá”, brinca. “Esses dias fui procurar os capítulos na internet para ver se eu aparecia”.

Outro comerciante que recorda bem os bastidores é Marcos de Moraes Braz, de 54 anos, proprietário de uma lanchonete. “Na época, o bairro parou: os alunos da escola acompanhavam a cena na praça, era uma animação só. Ela ficava cheia de famílias, casais, crianças”. O empresário não imaginava que o espaço onde os atores Suzy Camacho e Jardel Filho usaram para algumas cenas se tornaria seu. A lanchonete ainda possui o mesmo letreiro de quando a novela foi rodada. “As pessoas ficavam em cima dos atores. A atriz Suzy Camacho era linda”.


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