Publicado em: 29/09/2017 - Última modificação: 03/10/2017 - 17:49
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Atleta se prepara em Itanhaém para competições de stand up e canoagem

ESPORTE - Jessika Matos de Souza, também conhecida como Moah, é atleta profissional das duas modalidades



Se a Boca da Barra é um cartão-postal para muitos, para ela, é o seu local de treinamento

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As lindas paisagens de Itanhaém atraem pessoas de diversos estilos, idades e hobbies. Enquanto alguns passeiam e contemplam os belos visuais, outros utilizam o dom natural da Cidade para trabalhar. É o caso de Jessika Matos de Souza, de 34 anos, também conhecida como Moah, atleta profissional de canoagem e stand up paddle que disputa competições até mesmo fora do país. Se a Boca da Barra é um cartão-postal para muitos, para ela, é o seu local de treinamento.

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Moah vive em Itanhaém há apenas seis meses, mas já trabalhava como educadora na Creche Luz da Vida, vinculada à EM Prof.ª Maria Cristina M. Gomes, no Jardim Umuarama. “Eu gosto demais de sossego. Vim passear pelo Litoral Sul e a Cidade logo me chamou a atenção”, disse a atleta, que é casada e tem dois filhos, uma de 5 anos e outro de 16.

Entretanto, sua história no esporte começou bem antes disso. “Estudo Educação Física desde 2006 e tive que abandonar por condições financeiras”, conta a esportista, que agora voltou a estudar. “Comecei a praticar os dois esportes ao mesmo tempo. Conheci a canoa um pouco antes por conta de provas de aventura, em que você faz um pouco de tudo. Nessa época, eu praticava com vários tipos de embarcação. Meu marido começou a trabalhar em São Bernardo do Campo e tinha um projeto com paratletas. Foi aí que eu tive mais aproximação com o esporte”.

A atleta se autodeclara “bastante competitiva”, então o caminho natural foi disputar competições pelo país afora. “Corri o Circuito Brasileiro de Stand Up profissional há dois anos, mas não estava totalmente focada. Tive bons resultados, mas não fui a todas as etapas. Costumo participar do Campeonato Catarinense de SUP Race como convidada e já saí vitoriosa diversas vezes”, conta.

A rotina de treinos, no entanto, é pesada. Apesar de terem diversas características em comum, os esportes utilizam equipamentos completamente distintos. Enquanto o stand up paddle é praticado em uma prancha de 4 metros de comprimento, a canoa V1 (também conhecida como havaiana ou polinésia) tem 7,33, e nela o movimento é sentado.

O compromisso mais importante do ano é o Sul-Americano de Canoagem, que acontecerá no Peru. Moah foi convocada para a Seleção Brasileira e disputará sua prova individual em 15 de novembro, no Peru. Entretanto, o stand up terá duas provas também neste período: o circuito terá uma etapa no fim de outubro em Ubatuba (SP) e, na mesma semana da competição continental da canoagem, ela volta para o Campeonato Brasileiro de Sprint de Stand Up, em Campo Grande (MS).

Enquanto concilia os dois esportes, a família, o trabalho e os estudos, Moah tem tempo para sonhar. E ao observar o seu cantinho especial do dia a dia, um desejo vem à cabeça: “Eu olho para este cenário (Boca da Barra) e imagino que aulas dessas modalidades aqui seriam perfeitas. Sempre tive a ideia de trabalhar com crianças e jovens, introduzir o esporte na vida deles. Quem sabe, até mesmo formar atletas, ou no mínimo bons indivíduos, porque no esporte eles aprendem a viver em sociedade, trabalhar em equipe e não seguir maus caminhos. Gostaria também de um dia transmitir esse conhecimento a pessoas com deficiência ou da terceira idade”.

 


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