Publicado em: 08/11/2017 - Última modificação: 10/11/2017 - 17:43
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Super-heróis da vida real: Programa Social Escolar combate à evasão

EDUCAÇÃO - Agentes Sociais visitam residências de alunos que abandonam a escola



Agentes Sociais Escolares visitam residências de famílias em vulnerabilidade social

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A rotina começa cedo e não tem hora para terminar. Às 8h30, os Agentes Sociais Escolares já estão na rua, dirigindo-se à primeira missão, a visita domiciliar. No local, se interam de toda a problemática da família, ajudando-os a encontrar soluções e minimizar problemas. Com esse dia a dia de trabalho, a emoção está sempre presente: os agentes se tornam confidentes e amigos, é impossível não se envolver emocionalmente. Nas palavras do coordenador do Programa Social Escolar, Damião Avelino da Silva: “o coração sempre fala mais alto”.

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Criado em 2005, o Programa Social Escolar tem como principal objetivo trabalhar diversas ações para a permanência do estudante na escola, além de combater os casos de desistência e evasão. Por meio dos agentes sociais, as visitas acontecem quando as dificuldades da família são apuradas, para entender por qual motivo o estudante deixou de frequentar as aulas.

De acordo com Damião, o trabalho já vem mostrando muitos resultados positivos. “Quando começamos, em 2005, tínhamos em média 14 mil crianças na Rede Municipal de Ensino e mais de 300 casos de evasão escolar. Hoje, são mais de 18 mil crianças, mas apenas 16 alunos evadidos e 1.206 com frequência irregular. De qualquer forma, o saldo é positivo”, explicou.

Damião ressaltou ainda os laços de amizade criados entre as famílias e os agentes. “É impossível não se apegar às crianças, porque acima de tudo somos seres humanos. As próprias famílias acabam se apegando e criamos verdadeiras amizades. Não tem como usar só a razão para lidar com alguns problemas”, finalizou.

Um exemplo é a família ‘dos Santos’, composta por nove crianças e uma mãe que é diarista e dona de casa. Há três anos, eles receberam pela primeira vez a visita do agente social e, desde então, voltaram a frequentar a escola. Maria Cláudia é mãe e contou que sentia muitas dificuldades em levá-los para a escola, pois precisava trabalhar e não tinha dinheiro para transporte.

“Hoje os meus filhos usam o transporte escolar e o mais velho, o passe escolar. Os agentes sociais mudaram totalmente a vida da minha família, não só com relação à escola, pois eles nos ajudam com tudo: roupas, alimentos e principalmente a preocupação, carinho e amizade. São essenciais na minha vida”, contou emocionada.

A família ‘dos Santos’ é apenas um dos casos de sucesso. Muitas são visitadas regularmente e contam com o apoio do Programa Social Escolar. Dependendo da situação encontrada, o agente aciona a Rede Municipal de Ensino solicitando vaga em creche, cesta emergencial ao Banco de Alimentos, kit de alimentos, roupas, calçados, fraldas e óculos ao Fundo Social de Solidariedade.

Os agentes também ajudam as famílias com a emissão da carteirinha do Passe Escolar e cadastro no Programa Bolsa Família, do Governo Federal. Se a criança estiver passando por violência ou exposição ao perigo, é feito o encaminhamento ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e acionado o Conselho Tutelar.

As ações realizadas pelos agentes sociais colaboram com a nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que é o principal indicador para medir a qualidade do ciclo básico do ensino brasileiro. O Programa Social Escolar é realizado pela Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, em parceria com as secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social, Saúde, Conselho Tutelar e Ministério Público.


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