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Publicado em: 27/03/2018 - Última modificação: 16/11/2020 - 12:17
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“A população foi maravilhosa porque correspondeu ao trabalho”, diz Eva Wilma

MULHERES DE AREIA - Em 26 de março de 1973, a atriz estava preparada para aceitar mais um desafio: emprestar sua imagem para viver as protagonistas antagônicas da novela



A novela apresentou Itanhaém para o mundo

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Quando interpretou as gêmeas Ruth e Raquel, Eva Wilma já era uma atriz aclamada pela crítica e uma das mais requisitadas para o teatro e teledramaturgia brasileira, estrela de  sucessos como a comédia romântica Alô Doçura!, a novela O Amor tem Cara de Mulheres, entre outros projetos. Em 26 de março de 1973, a atriz estava preparada para aceitar mais um desafio: emprestar sua imagem para viver as protagonistas antagônicas da novela Mulheres de Areia, gravada em Itanhaém na década de 70.

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“Na medida em que começamos aquele entrosamento, aquela união por um trabalho bem feito é sempre uma coisa amorosa, uma questão de se doar. A população começou a sentir junto, claro, nós estávamos ali no meio de todos, na praia. Inclusive pescadores começaram a fazer personagens, que experimentaram essa sensação maravilhosa de fingir que você é outra pessoa, uma grande oportunidade para você se doar. A população foi maravilhosa porque correspondeu ao trabalho criativo e começou a participar muito,  isto foi extremamente importante para nós”, disse a atriz.

O desafio havia sido lançado: dar vida à doce Ruth e a perversa Raquel, em uma história que teve como tema central a rivalidade entre as gêmeas, que embora fossem idênticas de aparência, possuíam personalidades diferentes. O enredo da trama inicia quando Marcos (Carlos Zara) chega à Cidade e se apaixona por Ruth (Eva Wilma), filha de pescador. Porém, acaba se envolvendo com Raquel.

“Sempre me perguntam como foi enfrentar esse desafio de fazer duas personagens antagônicas. Eu acho que nesta altura, se eu não estivesse há 20 anos exercitando o meu trabalho de atriz, eu não teria conseguido fazer bem feito. Digo sempre que a escola do ator é no espaço cênico livre. Digo isso porque não precisa ser em um palco, pode ser aqui e agora. Tem que ser em um espaço cênico livre, ao vivo e de corpo inteiro. Esse é o grande exercício para o ator, é o exercício teatral, que necessariamente não precisa ser dentro de uma sala de teatro”, explica a atriz.

A carreira artística da jovem paulistana iniciou quando ela foi aprovada aos 19 anos no exame que selecionou integrantes do Ballet do IV Centenário de São Paulo. Não demorou a ser convidada para trabalhar no teatro de arena. Eva é admirada e já recebeu vários prêmios de alta relevância. Sobre como interpretar duas personagens em uma mesma novela, ela é categórica.

“Por não existir muita tecnologia, trocávamos de personagem na medida em que trocávamos de figurino. A Raquel, eu despenteava bastante, a Ruth, eu passava a escova e colava o grampo no cabelo. Naquela época, era menos tecnologia e mais criação artística de todos, desde a equipe artística até a equipe técnica”.

No primeiro mês da novela, os atores já começaram a sentir o resultado com o público. Indagada sobre qual personagem estava correndo na abertura da novela, ela explica aos risos: “As pessoas costumam me perguntar, afinal, quem estava correndo pela praia, se era Ruth ou Raquel. Eu digo que é a Eva Wilma”.


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