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Publicado em: 27/04/2018 - Última modificação: 16/11/2020 - 12:41
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Girl power? Yes, nós temos e são as poderosas do stand up paddle

REMANDO - Objetivo é alçar voos mais altos e atrair novas adeptas à atividade na Boca da Barra e nas proximidades do Rio Itanhaém



Grupo colore as águas do mar ou do rio, aos sábados e domingos, sempre no início da manhã, com saída do Itanhaém Iate Clube

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Elas estão com o remo todo. O stand up paddle, também conhecido como SUP, é um esporte de origem havaiana que tem, entre outras palavras, mudado a realidade de um mulherio que mostra nas remadas determinação ao testar seus limites dentro e fora d’agua. E não é que o grupo de cinco meses já tem um nome para lá de empoderado? São as Poderosas do SUP. Hoje, 25 mulheres fazem parte, no entanto, o objetivo é alçar voos mais altos e atrair novas adeptas à atividade na Boca da Barra e nas proximidades do Rio Itanhaém, cenários ideais para a prática.

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É só chegar e participar. O grupo colore as águas do mar ou do rio, aos sábados e domingos, sempre no início da manhã, com saída do Itanhaém Iate Clube. Para praticar stand up paddle, é simples: basta remar de pé em cima da prancha, uma modalidade que mistura lazer com qualidade de vida e proporciona o contato direto com a natureza, sobretudo na descoberta de belezas naturais mais longínquas.

Indagada sobre uma possível abertura para os demais públicos, Renata Macedo Zanirato é categórica: “É o nosso momento de relaxar, de diversão. Só as mulheres são aceitas”, brinca a fonoaudióloga e também veterana do grupo. “Tudo iniciou com uma amiga minha, que é de São Paulo. Ela sugeriu que comprássemos uma prancha, daí começou a brincadeira no rio. Aos poucos, as pessoas foram se interessando pelas fotos postadas nas redes sociais. E o grupo foi aumentando. Estar com elas é uma delícia”.

DEDICADAS – As Poderosas do SUP estão nas redes sociais, Facebook e também Instagram. O sucesso da brincadeira trouxe mais adeptas ao ar livre. Hoje, entre as mais assíduas estão: Andréia Gomes (personal trainer), Melissa de Souza Oliveira Lima (advogada), Bernadete Muniz (aposentada), Louise Mendes (farmacêutica), Patrícia Benetton (empresária), Daniela Rodrigues Cervantes Marani (escrevente), Paula De Lucca Bussotti (médica), Waldeliz Cervantes Chagas (cartorária), Simone Patrícia Alves da Rocha (policial civil), Claudia Borelli (corretora de seguros) e Michele Poitena (funcionária pública).

Determinada a vencer desafios, a médica Paula De Lucca Bussotti se dedica a melhorar as técnicas de remo. “Eu acho que seria legal um campeonato, não para competir, mas para a gente se superar, mesmo porque o grupo é um exemplo de superação para algumas mulheres. E acima de tudo, nós vivemos em uma sociedade machista. Como eu tenho filho pequeno, o fim de semana sempre funcionava assim: a mãe fica com o filho pequeno brincando, e o marido fazia as atividades dele. O stand up paddle mudou a dinâmica de casa. Hoje, meu marido sabe que o meu lazer é estar com as meninas. Nós fazemos o SUP, a manhã é minha”, diz aos risos.

Apesar de cada uma ter sua história e suas profissões, a advogada Melissa de Souza Oliveira Lima vê em todas a mesma determinação, que tem se tornado um mantra. “Somos mães que querem um momento para relaxar, algumas até superam o medo da água. Esta atividade é importante porque estreitou minha relação com Itanhaém, minha percepção sobre o rio e suas belezas, como olhar as cores, sentir os aromas e a natureza”.

Tudo é minuciosamente e muito bem preparado. Patrícia Benetton é a “Maju” do grupo e responsável, de acordo com apelido, por informar sobre as previsões do tempo e da maré. Tarefa que o marido auxilia bem em casa. Isso porque os filhos são atletas de wakeboard, esporte aquático praticado com uma prancha tipo snowboard, puxado por uma lancha. “Nós já viajamos a Cananéia para andar de SUP. Desta vez, levamos toda a  família”.


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