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Publicado em: 20/09/2018 - Última modificação: 16/11/2020 - 12:31
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Setembro Azul: Alunos especiais visitam Museu de Arte Moderna em São Paulo

INCLUSÃO - O Dia Nacional do Surdo é comemorado em 26 de setembro; visita muda olhar de alunos em relação às libras e à arte



A demanda de educação do Município em relação aos alunos com deficiência auditiva vai desde educação infantil até educação para jovens e adultos (EJA)

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O Dia Nacional do Surdo é comemorado em 26 de setembro, por isso o mês também é conhecido como Setembro Azul. Em alusão à data, na última segunda-feira (17), os alunos com deficiência auditiva da Rede Municipal de Ensino foram conhecer o Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo. Na ocasião, os alunos participaram da ‘VIII Semana Cultural Sinais na Arte’, com intuito de obter mais contato com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a arte.

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Em Itanhaém, a demanda do Município em relação aos alunos com deficiência auditiva vai desde a Educação Infantil até a Educação para Jovens e Adultos (EJA). Os estudantes muitas vezes não possuem contato com outros alunos que têm a mesma deficiência. Por isso, todo ano, no mês de setembro, a Educação Inclusiva da Cidade proporciona o encontro entre os estudantes.

“Este ano foi uma experiência diferente das outras, pois além dos estudantes manterem o contato entre eles, desde o ônibus até o museu, foi um passeio cultural para um município diferente. Observei como eles ficaram boquiabertos no MAM, pois foi uma experiência que trouxe novas sensações. Impressionante a curiosidade e os questionamentos dos estudantes em relação às obras apresentadas”, comenta a professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e intérprete de Itanhaém, Isabella Vivi Romero.

O guia do museu também possui deficiência auditiva e apresentou todo o museu por intermédio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) . “O guia foi sensacional, pois mostrou que aquele momento era para eles, pensado neles. A figura do surdo em um papel importante, como o de guia do local, trouxe um olhar diferente, mostrou que o surdo não deve manter apenas os trabalhos braçais, como muitas vezes é imposto. Leonardo (guia), tornou-se uma pessoa de referência aos alunos, e ainda os lembrou da importância da Libras. Ele fez com que os alunos entendessem a real necessidade de assumir a língua”, completa Isabella.

Além disso, segundo a professora, a visita mudou a visão dos alunos sobre a arte. Isso porque eles entenderam os diversos tipos de arte e a vivenciaram mais de perto: “Essa aproximação quebra a visão da arte apenas nos livros, como disciplina escolar”, finaliza. O passeio reuniu alunos surdos, deficientes auditivos que possuem parte da audição, intérpretes e professores do AEE do Município.

 


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