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Publicado em: 03/10/2018 - Última modificação: 03/10/2018 - 16:04
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Cumplicidade entre aluno e intérprete, carinho que transforma o ensino

SURDO - Estudantes recebem em sala de aula o auxílio de profissionais da Língua Brasileira de Sinais (Libras) que transmitem as atividades para o universo dos sinais



Os irmãos Daniel de Araújo Souza, de 13 anos, e Davi de Araújo Souza, de 12, são estudantes da Escola Municipal Harry Forssell

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Daniel de Araújo Souza, de 13 anos, é o mais velho. Ele ouve um pouco, mas possui habilidade para a leitura labial. O jovem é deficiente auditivo. Seu irmão mais novo, Davi de Araújo Souza, de 12, possui a mesma deficiência, porém sua surdez é ainda mais severa. Estudantes da Escola Municipal Harry Forssell, os irmãos recebem em sala de aula o auxílio de profissionais da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) que transmitem as atividades para o universo dos sinais. “É importante essa relação que estabelecemos”, conta Helena Cristina da Silva Gouveia, intérprete alfabetizadora de LIBRAS do jovem Davi há três anos.

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“Quando entrei na Rede Municipal de Ensino, ele – Davi – era muito tímido, costumava ficar quietinho no canto da sala. Não tinha tanta interação com os demais alunos”, conta Helena, que, ao decorrer dos anos, ensinou LIBRAS ao estudante que apenas conhecia sinais “caseiros”, aqueles que a família costumava praticar, mas que não eram reconhecidos pela Língua Brasileira de Sinais. “Só eles entendiam”.

Tudo mudou. Com o passar os meses, os sinais que ainda não faziam sentido na cabeça de Davi pouco a pouco ganharam significados e formas nos dedos do estudante. Isso não só ajudou no entendimento das matérias como também serviu para aproximar os demais colegas de classe que não sabiam como conversar. “Ele – Davi – está sendo alfabetizado em LIBRAS. Embora use aparelho auditivo, ouve muito pouco”.

Sobre o processo de alfabetização dos demais alunos do ensino regular para que houvesse uma interação ainda maior, a intérprete passou a usar 50 minutos das aulas de sexta-feira para ensinar os sinais e facilitar a comunicação. “Sugeri a professora que eu poderia dar aula de LIBRAS um dia da semana, no horário que ela escolhesse. O objetivo é fazer com que os alunos conheçam a língua porque eles tinham muita curiosidade, inclusive a própria professora”. Com isso, o garoto ficou mais ‘esperto’ porque percebeu que os estudantes aprendiam uma língua que ele poderia se comunicar. “Foi um salto para a aprendizagem dele, com certeza. Eu acompanhei desde o início, quando ele ficava isolado e só pintava. Hoje, ele vem superando a timidez”.

Na sala de aula do ensino regular de Daniel também há um profissional de LIBRAS. O aluno começou a falar efetivamente só aos 8 anos de idade. Ao contrário do irmão, Davi tem surdez severa, quase não fala, porém, ambos não dispensam uma boa música. “Gosto de rock, ele de rap”, aponta para o mais novo. As batidas são sentidas pelo aluno porque o aparelho auditivo vibra, já que as vozes saem baixas. “Ele sente a música”.

A Língua Brasileira de Sinais representa um ganho importante tanto para o aspecto cultural quanto linguístico do Brasil. “Ela é conhecida como meio de comunicação e expressão e tem ganhado espaço cada vez mais na educação. A Rede Municipal de Ensino investe em formações e qualificação para que o profissional em sala de aula esteja cada vez mais preparado”, conta a assessora pedagógica da educação inclusiva, Fabrícia Cavalcante.

INCLUSÃO – Os professores, profissionais de apoio e intérpretes alfabetizadores de LIBRAS passam por formações continuadas, garantindo a excelência no atendimento aos alunos. Durante os cursos, eles discutem, trocam experiências e se capacitam para o trabalho da inclusão em sala de aula.

“Diante dos atendimentos realizados na sala regular de ensino e nos atendimentos especializados, cada vez mais os alunos vêm superando suas dificuldades, potencializando suas habilidades”, explica a assessora pedagógica, Rosa Maria Silva Paiva de Sousa.


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