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Publicado em: 27/11/2018 - Última modificação: 16/11/2020 - 12:21
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Pensando no cuidado com a população, Saúde capacita equipe para o Verão

TEMPORADA - No Verão acontece a maior proliferação do Aedes Aegypti, principal transmissor de doenças infecciosas virais



A conscientização dos profissionais acaba por oferecer proteção à população e melhoria na qualidade do atendimento aos casos que chegam às Unidades

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O clima mais quente do ano está chegando. Com ele, chegam também férias escolares, festas de fim de ano e chuvas de Verão, que propiciam o aumento considerável de doenças como a Dengue, Zika e Chikungunya. Por isso, a Secretaria de Saúde, por meio de profissionais do Centro de Infectologia de Itanhaém (CINI) e da Vigilância Epidemiológica, realiza a capacitação dos profissionais da Rede Básica de Saúde. O primeiro encontro ocorreu na última sexta-feira (23), no Centro Municipal Tecnológico de Educação, Cultura e Esportes (CMTECE).

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A capacitação dos médicos, enfermeiros e auxiliares que atuam nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade visou transmitir maior conhecimento sobre as arboviroses. O assunto foi apresentado em duas partes na palestra, começando pelos aspectos epidemiológicos, clínicos, diagnóstico da dengue, além de toda a parte de tratamento.

“Uma capacitação como esta serve para acender a luz de alerta aos profissionais e fazê-los pensar e diagnosticar com mais frequência. Quando receber um paciente, atentar-se às possibilidades de ser um caso de arbovirose, e, assim, saber manejar bem o caso. O objetivo maior do treinamento é que a pessoa aprenda mais sobre a doença e saiba suspeitar rápida e eficazmente”, diz a doutora infectologista, Kátia Cristina Prado Guatelli.

Quando o profissional sabe suspeitar e manejar bem casos de dengue, pode enfrentar possíveis epidemias. Atualmente, a dengue é uma doença endêmica em todo o Brasil, portanto, o ano todo se tem casos no Estado de São Paulo e em Itanhaém. A intensa preparação para enfrentar futuros casos da doença deve-se justamente às epidemias, que ocorrem de períodos em períodos.

“A dengue é uma doença cíclica, pois a cada 3 ou 4 anos ocorrem maior número de casos. O verão propicia a proliferação do Aedes Aegypti, principal transmissor de doenças infecciosas virais, maior circulação do vírus e, consecutivamente, maior tendência a uma epidemia”, completa a doutora Kátia.

A palestra também abordou o vírus Chikungunya, doença nova no país que começou em 2014, e que pouco se conhece efetivamente sobre, tendo em pauta também os aspectos epidemiológicos, clínicos, diagnóstico e tratamento, visando preparação para novos casos que podem aparecer. Febre Amarela e Zika foram tópicos seguintes. Toda a palestra obteve o suporte da Vigilância Epidemiológica do Município.

“A conscientização dos profissionais acaba por oferecer proteção à população e melhoria na qualidade do atendimento aos casos que chegam às Unidades, tencionando diminuir a incidência desses casos. O calor e as chuvas de verão propiciam o aumento considerável dessas doenças, quando se deve estar mais alerta”, afirma Ana Cláudia Fonseca Moura, enfermeira da USF Jardim Grandesp, que participou da palestra.

O próximo encontro acontecerá nesta sexta-feira (30) para os profissionais que não puderam participar da palestra no primeiro grupo.


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