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Publicado em: 31/07/2019 - Última modificação: 16/11/2020 - 11:28
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Bigode, o melhor amigo de quatro patas do Anderson; cumplicidade que salva vidas

SOCIAL - Antes de seguirem para a casa de acolhimento, a população em situação de rua é recebida pelos profissionais do Centro POP, responsáveis pela primeira triagem



O ex-morador de rua Anderson Ricardo Serafim, de 42 anos, e o seu cão inseparável

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Há quase um ano e meio a vida do ex-morador de rua Anderson Ricardo Serafim, de 42 anos, começou a fazer sentido. O motivo? Bigode, um vira-lata espertalhão que o tem ajudado a superar o vício do álcool. “Este cachorro é minha única companhia, salvou a minha vida. Meu amigo de quatro patas que me dá forças quando ninguém mais acredita em mim”.

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Anderson conta que viveu nas ruas por mais de vinte anos. Por causa do amigo inseparável, se manteve resistente às abordagens dos profissionais do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP). “Quando soube que o local passou a aceitar a presença dos animais, eu me animei e aceitei naquele exato momento. Estou fazendo um curso para em breve arrumar um emprego”, ressalta sorrindo.

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Delci Ferreira de Azevedo, de 44 anos, e seu cão, o Mestre

A história de vida do ex-morador de rua Delci Ferreira de Azevedo, de 44 anos, não é diferente. Ele conta que residia em Barbosa Ferraz, no Paraná, e que viveu nas ruas por quinze anos. Tudo aconteceu após a morte de sua mãe. O desentendimento com a família o impulsionou a sair de casa. “O Mestre – cachorro – apareceu quando eu vivia nas ruas de Santos. Ele é meu melhor amigo, é meu fiel escudeiro”. Dois anos e meio depois, Delci escolheu Itanhaém como destino.

Assim como Anderson, Delci foi abordado pela equipe do Centro POP, que faz a triagem para a casa de acolhimento, mas sempre recusava a ajuda. Por isso, a assistente social Maria Janete Andrade, conhecida como “Mari”, decidiu mudar a estratégia. Além dos moradores, os amigos de quatro patas também são bem-vindos. “O projeto foi criado em junho. Atualmente, 19 pessoas vivem no abrigo, duas delas com cães, Bigode e Mestre”.

Mari relata que o único vínculo afetivo que a população de rua tem é com seu cachorro. Muitos se recusavam a aceitar ajuda pelo simples fato de se afastarem de seus animais. “Para não perdemos mais atendimentos, achamos melhor aderir à ideia de autorizar para que os pets também sejam bem-vindos”.

SERVIÇOS

Quem puder contribuir com doações de ração ou roupas, poderá ligar para o Centro POP no telefone (13) 3427-2082 ou comparecer ao local de segunda a sexta, das 8 às 17 horas, na Rua Cunha Porã, 342, no bairro Nova Itanhaém.


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