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Publicado em: 06/08/2019 - Última modificação: 26/11/2020 - 14:46
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Aulas de robótica ganham a atenção de alunos da rede municipal

VIRTUAL - O cenário atual acentuou uma tendência global de expandir a educação e ampliar a forma como alunos e professores compartilham experiências e conhecimento



Os estudantes são encarregados de pesquisar, montar e apresentar maquetes que vão parar em uma mostra no final do semestre

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Com a pandemia do novo coronavírus, a tecnologia nunca esteve tão presente na vida de centenas de estudantes do ensino fundamental, que concentram parte dos estudos dentro de um modelo de ensino a distância. O cenário atual acentuou uma tendência global de expandir a educação e ampliar a forma como alunos e professores compartilham experiências e conhecimento, inclusive com atividades multidisciplinares antes trabalhadas apenas presencialmente, como as aulas de robótica.

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Intrínseca nos estudos de disciplinas como matemática, inglês, ciências, física, geografia e arte, a robótica chama cada vez mais a atenção de jovens da Cidade, encarregados de pesquisar, montar e apresentar maquetes que vão parar em uma mostra no final do semestre, tradicionalmente exibida há sete anos. Atualmente, por causa da epidemia de Covid-19, a movimentação das salas de aulas deu passagem a um ensino remoto, cada um de sua casa. Pensando nisso, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes estuda uma forma de exibir online os trabalhos produzidos.

As atividades, para estudantes do 5º ao 9º ano, são realizadas por intermédio das plataformas Tinkercad, Scratch, Linguagem C para Arduíno, Google Meeting e o Google for Education, vinculado ao Programa Aprendizado do Futuro, reconhecido em âmbito nacional pelo Prêmio InovaCidade por usar novas tendências tecnológicas que estão mudando o modelo educacional. A premiação ocorreu em 2019 na 7ª edição do Smart City Business Brazil Congress & Expo, na capital paulista.

Os estudantes estão se adaptando à nova rotina de estudos. É o que afirma Igor Gustavo do Santos Marques, de 14 anos, aluno do 9º ano da Escola Municipal Maria da Conceição Luz. “Tudo é feito pela internet. Antes do isolamento social, as produções aconteciam no laboratório, com placas e objetos nas mãos. Atualmente, tudo é computadorizado. Aprendemos do mesmo jeito, a diferença é que a atividade acaba sendo individual e em casa, com a ajuda do professor”.

Antes da pandemia, as aulas ocorriam semanalmente no contraturno escolar. Quem demonstrasse interesse em entrar para o “clube” era imediatamente acolhido para a elaboração das maquetes, que iniciam na teoria e terminam na prática, tendo como mote ideias sustentáveis.

Dos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes, já saíram ideias como cadeira de rodas elétrica – acionada por controle remoto – e jogos digitais por intermédio do Scratch S4A, um software que possibilita a criação de histórias, cenários e personagens. Aos estudantes que não têm acesso à internet, as atividades são impressas e apostiladas, disponíveis em 28 escolas municipais.

Professor há 15 anos de matemática, Anderson Fernandes Martinez, de 48 anos, está à frente de um dos projetos de robótica na rede municipal de ensino. Com quase 8 anos de experiência na área, ele é enfático sobre aulas que ministrou em outros municípios. “O trabalho desenvolvido em Itanhaém é mais amplo. Aqui, os estudantes usam o Arduino, que é um software poderoso e oferece muitos recursos”.

Indagado sobre o que mudou com a pandemia, Anderson é categórico. “Ao invés de pegar uma placa de protótipo ao vivo e a cores e plugar cada componente, eu tive que entrar no ambiente virtual e fazer tudo isso online. O município usa a plataforma da Google, que é muito rica, usada em muitos países”, ressalta o professor. “O que deu um grande up no estudo dos alunos foi a parte de pesquisas. Por exemplo, se trabalharmos as últimas inovações da robótica na medicina, os estudantes vão ter de pesquisar e participar do processo em que todos trocam ideia, ou seja, interagem”.


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