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Publicado em: 09/06/2020 - Última modificação: 16/11/2020 - 10:30
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Primeiro professor a pisar em solo brasileiro, Anchieta mantém viva sua história na Cidade

CO-PADROEIRO - Sua biografia é considerada exemplo de amor e fé. Estimulou a devoção das pessoas, por ter inúmeros milagres atribuídos a ele



Itanhaém é conhecida até hoje como a ‘Terra de Anchieta’, por sua importância na biografia do eminente padre

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‘Apóstolo do Brasil’, ‘curador de almas e corpos’, ‘carismático’, ‘fundador da cidade de São Paulo’, evangelizador, professor, poeta e denominado santo pela Igreja Católica. As muitas facetas e venerações ao nome do Padre José de Anchieta mostram a sua importância histórica, cultural e religiosa para o Brasil e a Igreja. E essas reverências estão presentes nos dias de hoje em Itanhaém, a segunda cidade mais antiga do país, onde o jesuíta viveu por muitos anos no século XVI.

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Itanhaém é conhecida até hoje como a ‘Terra de Anchieta’, por sua importância na biografia do eminente padre. Monumentos históricos, documento raro, obra sacra, homenagens e diversas histórias vividas pelo padre podem ser lembradas em muitos pontos da Cidade, num misto de religiosidade e história contado por meio de um tour.

Anchieta chegou ao Brasil em 1553, quando se tornou o primeiro professor a pisar em solo brasileiro. O padre andou por todo o litoral paulista, catequizando índios, batizando e ensinando. Sua biografia é considerada exemplo de amor e fé. Estimulou a devoção das pessoas, por ter inúmeros milagres atribuídos a ele. Sua importância é tamanha que o Papa Francisco assinou decreto que tornou o jesuíta no mais novo santo da Igreja Católica. São José de Anchieta tornou-se co-padroeiro de Itanhaém pela Lei Municipal nº 3.928, juntamente com Nossa Senhora da Conceição.

As marcas de Anchieta pela Cidade

Itanhaém mantém viva a memória de um dos mais importantes personagens Brasil Colonial e dos mais reverenciados jesuítas da Igreja Católica em todo o mundo. José de Anchieta viveu na segunda cidade mais antiga do país durante o século XVI, entre 1563 e 1595, e suas marcas em Itanhaém podem ser vistas em diversos monumentos preservados e homenagens realizadas.

VIRGEM DE ANCHIETA – A imagem de Nossa Senhora da Conceição, exposta na Igreja Matriz de Sant’Anna, é uma das mais importantes imagens sacras brasileiras, conhecida popularmente como ‘Virgem de Anchieta’. Feita de barro cozido (cerâmica), a sua origem ainda é assunto de discussão entre os muitos especialistas que a estudaram. Segundo alguns historiadores, a santa teria sido trazida por José de Anchieta ao Brasil.

Entre as histórias marcantes, conta-se que, em 1610, o Jesuíta P. Banhos foi curado por Nossa Senhora da Conceição, onde hoje fica o Convento Nossa Senhora da Conceição, após sofrer enfermo por 20 anos.  Segundo relatos do Frei Basílio Röwer, publicado no livro Páginas de História Franciscana no Brasil (1941), “a pequena ermida no morro de Itanhaém tornou-se célebre já no século XVI por causa da imagem miraculosa que nela se venerava”.

MONUMENTO A ANCHIETA – Esculpido pelo escultor Luiz Morrone, mesmo autor do desenho do brasão do Estado de São Paulo, em 1956, o monumento retrata a passagem do padre por Itanhaém. Está na Praça Narciso de Andrade, no Centro Histórico.

CARTA DE BATISMO – Dentro do Museu Conceição de Itanhaém (antiga casa de Câmara e Cadeira), na Praça Narciso de Andrade, há um documento muito raro: cópia da carta de Batismo do Padre José de Anchieta.

CAMA DE ANCHIETA – Encravada entre os costões da Praia da Gruta e da Praia do Sonho, a formação rochosa foi o local escolhido pelo padre para buscar repouso e inspiração. Hoje referência em turismo ambiental e religioso, o lugar é acessado por meio de uma ponte de 220 metros, construída em parceria com o Governo das Ilhas Canárias, em La Laguna.

POCINHO DE ANCHIETA – Conforme a lenda, o Pocinho foi construído pelos índios instruídos pelo próprio Padre José de Anchieta, para aprisionamento dos peixes durante o inverno, quando a pesca era mais abundante. Trata-se de uma formação em pedras dispostas umas sobre as outras na Praia do Cibratel.

PAINÉIS DE ANCHIETA – Um museu a céu aberto. É assim que podem ser chamados os Painéis de Anchieta, projeto foi desenvolvido visando compor o cenário juntamente com a Cama de Anchieta e a Gruta Nossa Senhora de Lourdes. A técnica usada foi aplicação de pastilhas de vidro, o que torna a obra definitiva. Os painéis foram feitos nas fachadas dos reservatórios d’águam do Morro do Paranambuco, e tem um grande alcance visual.

PÚLPITO DE ANCHIETA – É uma pequena elevação localizada na Praia dos Pescadores. Tradicionalmente tem sua imagem ligada à figura de José de Anchieta, mas hoje está ocupada por residências. Conta-se que o beato ali subia para apaziguar e catequizar os indígenas tupiniquins que habitavam a região compreendida entre o Japuí (hoje, São Vicente) e a região de Itariri.

HOMENAGENS – Em memória ao célebre personagem histórico, dia 9 de junho é feriado em Itanhaém. Além disso, o Paço Municipal, sede do Poder Executivo, recebeu o seu nome, e dois bairros do Município (Cidade Anchieta e Jardim Anchieta) remetem ao célebre jesuíta.

Bibliografia:
CALDAS, André. Itanhaém histórica: um resumo da trajetória da segunda cidade do Brasil. São Paulo: Editora Daikoku, 2011.
RÖWER, Frei Basílio. Páginas de história franciscana no Brasil. Petrópolis: Editora Vozes, 1941.

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www.cnbb.org.br

 


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