Publicado em: 10/08/2020 - Última modificação: 17/11/2020 - 13:43
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Uma gota de leite materno é tudo para quem não tem nada; um gesto de amor pode salvar vidas

AGOSTO DOURADO - O Cescrim também precisa de doação de potes de vidro, com tampa de plástico para o armazenar o alimento



Uma gota de leite desperdiçada faz muita diferença na vida de uma criança que deixou de recebê-la, principalmente agora quando a imunidade se torna a melhor arma contra o coronavírus

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Considerado o alimento mais rico do mundo, o leite materno pode salvar muitas vidas, sobretudo a de recém-nascidos. Se você amamenta e tem leite excedente, por que não ajudar o próximo e beneficiar bebês que precisam deste poderoso sustento? No posto de coleta de leite humano de Itanhaém, localizado no Centro Especializado na Saúde da Criança e da Mulher (Cescrim Paula Vegas), mães encontram toda a assistência sobre como doar e material necessário para o armazenamento correto.

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Uma gota de leite desperdiçada faz muita diferença na vida de uma criança que deixou de recebê-la, principalmente agora quando a imunidade se torna a melhor arma contra o novo coronavírus. Com baixo estoque, o Cescrim, que possui posto de coleta de leite humano, pede reforço na doação de leite materno, que diminui, inclusive, as possibilidades de  alergias, infecções e obesidade.

A nutricionista e responsável pelo Programa Amamentar, Vaneska Câmara Marques, de 32 anos, ressalta que o primeiro semestre teve um reflexo bastante positivo, inclusive com queda no índice mortalidade infantil. “Trabalhamos de portas abertas, reforçando todas as medidas para manter as mães seguras. Até o sexto mês de vida, o leite materno é o único alimento que a criança precisa, ele é rico em água e sais minerais, fatores imunológicos importantíssimos para este momento que estamos vivendo”. Ela enfatiza que a amamentação deve continuar por dois anos ou mais. “O processo de amamentação faz com que haja um desenvolvimento cognitivo e neurológico no bebê, ou seja, traz uma série de benefícios”.

A fonoaudióloga, Maria Elizabete Teotônio, de 43 anos, que atua no Cescrim há quase um ano, explica a importância do centro de saúde de referência à mulher. “O meu trabalho é acolher e atender, junto com a equipe, as mães que têm alguma dificuldade ou dúvida em relação à amamentação”. Ela salienta sobre a preocupação da língua presa no bebê, bastante comum entre os recém-nascidos. “Quando o bebê comparece à unidade com machucado e emagrece porque não consegue se alimentar, é preciso avaliar o frênulo lingual. Observamos a parte estrutural e a funcionalidade, para, posteriormente, indicar a odontopediatra”.

O número é ainda baixo. Para ser uma doadora é necessário manter hábitos saudáveis, como o não uso do cigarro, álcool, entre outras drogas, pois essas substâncias são altamente prejudiciais ao bebê; não abusar da automedicação (na primeira consulta após o parto, o médico é quem deverá avaliar quais os remédios poderão ser administrados) e também não possuir diagnóstico que impossibilite a doação.

Qualquer mulher pode procurar o Cescrim de segunda a sexta-feira, das 8 às 16 horas. Após o cadastro, o Centro fornecerá as informações necessárias para o procedimento de coleta, seguido do material que inclui touca, máscara e vidro esterilizado. Há ainda a possibilidade de ter o leite coletado e recolhido em casa por meio da coleta domiciliar, onde o Cescrim faz a busca semanal das doações.

O local também precisa de doação de potes de vidro com tampa de plástico, que podem ser de palmito, café solúvel, conservas, entre outros, pois são neles que são guardados os leites. O Cescrim está localizado na Avenida Tiradentes, 184, Jd. Mosteiro. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone: (13) 3426-3197.


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